
misturandose sob diferentes céus
os beija o sol, bate-os o vento
acaricia-os o orvalho com seu véus.
Alguns gordinhos, outros despenteados,
alguns solenes, importantes, rudes,
outros macios, atrevidos, courados
da peles lisas o cheios de nudos.
Adoro vé-los desde o autocarro,
trazem a paz que eu necesito
respiro o ar fresco do campo
Há festa no encanto onde eu existo!
Sao assim as pequenas manhás,
singelas, lerdas, apenas acordadas
um som dos pássaros, um adeus a lua...
e nessa cena os duendes claman.
Só faltas tú agora na minha vida,
trago um ramalhete de afagos
em grinalda de beijos atesourados
para pousar nos teus labios bem amados!